
De algum tempo a esta parte tenho sido confrontado com um pesadelo interior, uma sombra que emerge e se difunde, que se expande, um cancro atroz, um parasita insidioso, uma dúvida, ou melhor, um medo, sim, um medo, o medo. Cruel, destruidor, virulento, dilacerante pungente. O meu cérebro está atrofiado, embotado. Examino-me atentamente e, não menos que aterrorizado, descubro estar agora reduzido à imbecilidade, à mediocridade. Sou, neste momento, um idiota, um idiota balbuciante e titubeante.

